Boletim aponta queda nos casos de Síndrome Respiratória Grave

Atualmente, a quase totalidade dos estados e capitais não registra incidência em patamares de alerta ou risco 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta quinta-feira (8), o primeiro boletim InfoGripe do ano, trazendo um cenário de otimismo para a saúde pública brasileira. Os dados indicam que o número de notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresenta uma tendência de queda tanto no curto quanto no longo prazo em nível nacional.

Atualmente, a quase totalidade dos estados e capitais não registra incidência em patamares de alerta ou risco, o que sinaliza um momento de baixa circulação dos principais agentes infecciosos após o encerramento do ciclo de 2025.

Apesar da redução geral, o monitoramento das últimas oito semanas revela que o impacto da SRAG continua concentrado nos extremos das faixas etárias. Enquanto as crianças pequenas sofrem com a maior incidência de casos, os idosos representam a maioria das fatalidades. Neste público infantil, a circulação atual é impulsionada principalmente pelo rinovírus e pelo metapneumovírus, vírus que demandam atenção contínua das redes de pediatria mesmo em períodos de queda geral das internações.

Mortes

Ao analisar o balanço consolidado de 2025, a Fiocruz reportou um total de 13.678 mortes por SRAG no país. Desse montante, pouco mais da metade teve a causa confirmada por exames laboratoriais.

Entre os óbitos com resultado positivo, a influenza A foi o agente mais letal, sendo responsável por 47,8% das mortes, seguida pelo Sars-CoV-2 (Covid-19) com 24,7%. O rinovírus e o vírus sincicial respiratório (VSR) também figuraram na lista com 14,9% e 10,8% dos casos fatais, respectivamente. 

 

Fonte:Folha do Estado

Ascom/Sesab
foto Ascom/Sesab
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Feira de Santana viveu, na manhã deste domingo (12), a abertura oficial dos festejos de Nossa Senhora Sant’Ana com a realização do tradicional Bando Anunciador. A concentração aconteceu na Praça da Matriz, de onde o cortejo percorreu a Avenida Getúlio Vargas, reunindo milhares de foliões, blocos culturais, grupos de bairros, bandas, fanfarras e participantes fantasiados. Considerado um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural feirense, o Bando Anunciador tem como principal objetivo anunciar a chegada da festa da padroeira do município, celebrada em 26 de julho. A manifestação reúne elementos da religiosidade popular, da cultura local e do espírito festivo que atravessa gerações, atraindo moradores e visitantes de diversas cidades da região. No entanto, a edição deste ano também chamou atenção pela forte presença de grupos ligados à política local e estadual. Em um período que antecede as eleições de 2026, diversos blocos foram identificados com nomes de lideranças e pré-candidatos, transformando o cortejo em um espaço de grande visibilidade política. Entre os grupos que participaram do desfile estavam o Bando de Deyvid Barcelar, apontado como pré-candidato a deputado federal; o Bando de Dr. Thiago Gileno, pré-candidato a deputado estadual; o Bando da Nego, ligado à liderança comunitária Urânia; além de grupos associados ao deputado federal Zé Neto e ao Partido dos Trabalhadores (PT). A presença dessas lideranças reforçou a percepção de que o evento, além de sua dimensão cultural e religiosa, também se tornou um importante palco para demonstração de força política. A participação de agentes políticos em manifestações populares não é novidade na história brasileira. Eventos tradicionais costumam reunir grandes públicos e acabam funcionando como espaços de aproximação entre lideranças e a população. Ainda assim, a forte identificação de blocos com figuras políticas reacende um debate recorrente em Feira de Santana: até que ponto a presença da política fortalece a tradição ou acaba modificando o sentido original do Bando Anunciador? A discussão também passa pelo conhecimento da própria história da festa. Embora seja um dos eventos mais conhecidos da cidade, muitos participantes desconhecem a origem e o significado do Bando Anunciador, criado para anunciar os festejos de Sant’Ana por meio de cortejos populares, misturando religiosidade, irreverência e manifestações culturais características do povo feirense. Ao longo das décadas, o Bando consolidou-se como uma celebração que une o sagrado e o profano, preservando costumes populares enquanto acompanha as transformações sociais e políticas da cidade. Em 2026, mais uma vez, a tradição mostrou que continua sendo um reflexo da realidade de Feira de Santana, onde cultura, fé e política dividem o mesmo espaço nas ruas e seguem despertando debates entre os moradores.