Situações diferentes, a mesma necessidade – os três pontos da 34ª rodada do Brasileirão. Nesta quinta-feira, 20, às 18h, Bahia e Fortaleza se enfrentam na Fonte Nova, com ambos precisando pontuar para atingir o objetivo na reta final da temporada.
Por um lado, o Bahia tenta se segurar no G-5 que dá acesso direto á Libertadores. Por outro, o Fortaleza tenta fugir da zona de rebaixamento, onde está acima apenas do lanterna e já rebaixado Sport. Em campo, um clássico tricolor que decide quem chega mais perto do sonho de fim de ano.
Bahia mais goleador, criativo e coletivo
O Bahia chega com números ofensivos superiores em praticamente todos os indicadores. Em 33 jogos, marcou 44 gols, uma média de 1,3 por partida, enquanto o Fortaleza marcou apenas 34, com média de um, diferença que simboliza a diferença de regularidade entre os ataques.
Nas assistências, o Bahia também está à frente: 31 a 26. Nos chutes certos, pela primeira vez os times se igualam, com 4,4 por jogo para cada lado. O número indica que o Fortaleza, mesmo produzindo menos gols, consegue finalizar com frequência.
A diferença, no entanto, está no aproveitamento, e principalmente no volume de chances criadas. O Bahia produz 2,4 grandes chances por jogo, enquanto o Fortaleza cria duas. Nas desperdiçadas, o Bahia perde 1,7 por jogo, o Fortaleza 1,5.
A leitura é simples – o Bahia chega mais à cara do gol, e o Fortaleza chega menos, mas erra de maneira semelhante. A vantagem ofensiva tricolor fica ainda mais clara no padrão de jogo, onde o Bahia ataca por aproximação, triangula e circula melhor, enquanto o Fortaleza acelera mais, mas produz menos infiltrações e chega menos vezes em condições reais de finalização.
Bahia controla, Fortaleza reage
Em posse de bola e construção, a superioridade baiana é ampla. O Bahia tem média de 54,8% de posse, contra 46,2% do Fortaleza. Na troca de passes, o Bahia acerta 401,2 por partida a 86,2% de precisão, enquanto o Fortaleza completa 304,4 a 81,8%.
Essa diferença estrutural implica em diferentes maneiras de criar. O Bahia é uma equipe que tenta controlar o ritmo, trazer o adversário para o próprio campo e construir pacientemente até encontrar o espaço. O Fortaleza, com menos posse e menos passes, depende mais dos momentos de transição e de situações de campo aberto.
Matéria do site A Tarde.







