Após morte de venezuelano, Sedeso detalha atendimento prestado e assistência à família

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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso) divulgou uma nota de esclarecimento e pesar sobre a morte do venezuelano Moreno Rattia Perez, de 29 anos, integrante da etnia indígena Warao, que estava acolhido por meio da política pública de assistência social em Feira de Santana. O imigrante morreu após sofrer uma queda em uma casa de passagem destinada ao acolhimento de cidadãos venezuelanos no município.

Segundo a Polícia Civil, Moreno sofreu uma queda de um muro de aproximadamente dois metros de altura na madrugada de terça-feira (30). Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) com traumatismo craniano. Após ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu na tarde de quarta-feira (1º).

Na nota, a Sedeso informa que, desde o ano passado, presta assistência humanitária ao grupo de indígenas venezuelanos da etnia Warao, oferecendo acolhimento institucional, alimentação, acompanhamento técnico e acesso à rede de proteção social. Atualmente, as famílias estão instaladas na antiga Escola Municipal Coriolano Carvalho, espaço cedido pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc) para funcionar como casa de passagem.

De acordo com a secretaria, Moreno deixou o espaço de acolhimento sem o conhecimento da equipe técnica após transpor o muro da unidade. Conforme as informações apresentadas pela pasta, ele teria saído para consumir bebida alcoólica, prática proibida nas dependências do equipamento, assim como o uso de drogas e outras substâncias psicoativas. Ainda segundo a Sedeso, durante esse deslocamento ele sofreu a queda que resultou nos ferimentos que levaram à sua morte.

A secretaria informou ainda que vem prestando toda a assistência necessária aos familiares da vítima, incluindo o custeio das despesas funerárias por meio dos benefícios eventuais previstos na política de assistência social, além da adoção das providências cabíveis.

Em nota, a Sedeso manifestou profundo pesar pela morte de Moreno Rattia Perez, solidarizou-se com familiares e amigos e reafirmou o compromisso com a proteção, o acolhimento e a promoção da dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade social. O órgão também declarou permanecer à disposição das autoridades competentes e da sociedade para prestar os esclarecimentos necessários.

Em nota separada, a Secretaria Municipal de Educação informou que o imóvel onde ocorreu o acidente abriga atualmente 57 cidadãos venezuelanos, a maioria formada por famílias em situação de vulnerabilidade social.

 

 

 

Fonte:Folha do Estado 

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