Após denúncia, Sedeso esclarece sobre situação de cadeirante em abandono na rodoviária

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Nas redes sociais, o Centro Monsenhor Jessé denunciou o estado de extrema vulnerabilidade do cadeirante. 

No último final de semana, repercutiu nas redes sociais sobre a história de um cadeirante em situação de rua, que vive na região da Rodoviária, no centro de Feira de Santana. A publicação, feita pelo Centro Social Monsenhor Jessé, expressou a preocupação da entidade diante do estado de extrema vulnerabilidade do homem, visto muitas vezes dormindo em cima de papelões, cercado de lixo, com a cadeira ao lado.

De acordo com o Centro, a entidade já acionou os órgãos públicos, por diversas vezes, para obter ajuda, porém não houve resolução do caso. A publicação denuncia o descaso e a indiferença com o cidadão, além do cerceamento de direitos.

“Um irmão padece, ferido, machucado, marginalizado… Clamamos pela sensibilidade das autoridades e entes competentes que possam fazer valer o que estabelece a Carta Magna em seu capítulo 5°, “a inviolabilidade do direito à vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade”, diz um trecho da nota.

Procurada pela reportagem do Folha do Estado, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, esclareceu que por diversas vezes a equipe do órgão tentou retirar o cadeirante da situação em que vive e encaminhá-lo para uma Casa de Passagem, porém ele não aceita.

“Foram feitas visitas em dezembro tentando retirá-lo, sobretudo no período natalino. A nossa equipe tentou conscientizá-lo para que saísse da rua, mas infelizmente ele retorna e não aceita ir para Casa de Passagem. Ele não tem também o perfil para Instituições de Longa Permanência para Idosos porque tem menos de 60 anos. Ele diz que tem uma ex-companheira, mas não nos dá acesso à documentação dele, tudo isso dificulta uma abordagem exitosa”, informa a secretária.

Ela destacou que o trabalho de abordagem social feito pela secretaria continua, em ritmo intenso, porém muitos apresentam resistência e preferem as ruas como moradia.

“Sendo assim, a nossa equipe não pode avançar na ressocialização deste indivíduo, localizar familiares, dar a ele os benefícios específicos, inseridos no Cadúnico. E hoje o governo federal dá até um percentual para serem contemplados em casas habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Além disso, temos também o aluguel social. Agora, tem que ter esse desejo de serem ajudados. E quando existe dependência química e a questão da abstinência, eles não conseguem continuar”, lamenta a secretária.

Gerusa Sampaio salienta ainda que em Feira de Santana, por a cidade ser um entroncamento rodoviário, o cenário muda o tempo todo, visto que muitas pessoas chegam de outras cidades.

“Muitos se perdem, são assaltados, mas permitem que a secretaria localize os familiares. Há casos que envolvem crianças e a gente aciona o Conselho Tutelar. Quando eles ajudam, conseguimos avançar. E todas as denúncias a gente tem o cuidado em atender e resolver. Temos o Centro Pop, a Casa de Passagem, onde são mais de 100 pessoas atendidas todos os dias. A gente dá assistência, mas eles não ficam lá, apenas tomam banho, se alimentam e vão embora.” 

 

 

Fonte: Folha do Estado

Reprodução/ Redes Sociais/Mário Sepulveda/ FE
foto Reprodução/ Redes Sociais/Mário Sepulveda/ FE
Vicente Santos é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.
Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação

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