Acusados de matar ex-prefeito de cidade na Bahia vão a júri popular 12 anos após o crime

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Ex-vice-prefeito é apontado como mandante

O Tribunal do Júri da comarca de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, inicia nesta segunda-feira (6) o julgamento de dois acusados pelo assassinato de Rielson Lima em julho de 2014, então prefeito de Itagimirim pelo PMDB. 

No banco dos réus estão Rogério Andrade, que era vice-prefeito pelo Progressistas (PP). De acordo com as investigações, ele foi o mandante do crime, realizado por Jamilton Neves Lopes, suspeito de executar os disparos. Um terceiro envolvido, Sandro Andrade Oliveira, irmão de Rogério, permanece foragido da Justiça.

Relembre o crime

Rielson Lima foi morto aos 51 anos, atingido por quatro tiros enquanto estava em uma praça no centro de Itagimirim. À época, Rogério Andrade era o vice-prefeito e assumiu o comando do Executivo municipal após o assassinato, permanecendo no cargo até o fim de 2016.

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o crime teve motivação política e financeira. A investigação aponta que houve rompimento entre o prefeito e o vice devido a dívidas da campanha eleitoral de 2012. Rielson teria se negado a utilizar recursos do erário para quitar os débitos. O MP sustenta que houve uma “reaproximação simulada” entre os aliados antes da execução do plano.

Rogério Andrade foi detido em outubro de 2020. Ao longo dos últimos anos, a defesa impetrou diversos recursos em instâncias superiores, incluindo o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF), mas os pedidos de liberdade foram negados.

Já Jamilton Lopes foi localizado e preso em Brasília. Ele teria fugido do estado alegando temor pela própria vida após a morte de seu irmão, Alessandro Lopes, caso que a polícia investiga como possível queima de arquivo.

O que diz a defesa

A defesa de Rogério Andrade nega as acusações e sustenta a tese de inocência absoluta. Em nota, os advogados afirmam que não existem provas concretas de que o ex-prefeito ordenou o crime. A defesa alega que todas as dívidas de campanha de 2012 foram quitadas e documentadas e que o ex-prefeito sofria ameaças de credores externos, que não teriam ligação com o réu.

Os advogados também argumentam que três delegados diferentes conduziram o inquérito sem encontrar indícios para o indiciamento. 

Até o início da sessão, a informação era de que Jamilton Neves Lopes seria assistido pela Defensoria Pública. O julgamento deve se estender ao longo do dia, com o depoimento de testemunhas, interrogatório dos réus e os debates entre acusação e defesa antes do veredito dos jurados.

 

Fonte: Bahia.ba 
 

Fotos: A Gazeta da Bahia; J. Góis
foto Fotos: A Gazeta da Bahia; J. Góis
Vicente Santos é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.
Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação

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