Prefeitura publicou extratos de contratos de atrações, no Diário Oficial; Toque Dez, Thiago Aquino e Michele Andrade também estão entre os artistas com maiores valores
A Prefeitura de Feira de Santana divulgou, no Diário Oficial, no dia 22 de outubro, extratos de contratos de artistas que vão se apresentar, na Micareta de Feira 2026. Entre os cachês publicados, o maior valor é o do cantor Pablo, contratado por R$ 750 mil para se apresentar, no dia 22 de novembro, no Circuito Maneca Ferreira.
Na lista dos maiores contratos aparece a banda Toque Dez, com cachê de R$ 500 mil, para apresentação no dia 19 de novembro. Em seguida, está Thiago Aquino, com R$ 350 mil, previsto para o dia 20. Michele Andrade receberá R$ 340 mil, enquanto Netto Brito tem contrato de R$ 300 mil, ambos com apresentações programadas para 21 de novembro.
Também estão entre os cachês divulgados Timbalada, com R$ 280 mil, e Olodum, com R$ 180 mil. Rubynho foi contratado por R$ 140 mil, enquanto Seresta do Rasta receberá R$ 130 mil. Já Gerônimo Santana tem cachê de R$ 70 mil para apresentação no palco Charles Albert, na Kalilândia, no dia 20.
Outros artistas aparecem com valores menores: Monte Zaion e Jean Santana, com R$ 35 mil cada; Marcos Heynna, Marcionílio Prado e Bia Estrela, com R$ 30 mil cada.
De acordo com os documentos oficiais, as contratações foram realizadas por inexigibilidade de licitação, modalidade prevista na legislação para situações em que não há viabilidade de competição. Os processos têm como repartição interessada a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer.
Os contratos foram assinados, em 7 de outubro, e têm como fundamento legal o artigo 74, inciso II, da Lei Federal nº 14.133/2021, que permite a contratação direta de profissionais do setor artístico, diretamente ou por meio de empresário exclusivo, desde que sejam atendidos os requisitos legais.
Mudança no calendário
A Micareta de Feira 2026 será realizada entre os dias 19 e 22 de novembro. Esta será a primeira edição da festa na história a acontecer no segundo semestre do ano.
A mudança foi promovida pela Prefeitura com o objetivo de evitar os impactos das chuvas de outono, que historicamente interferiam na realização do evento. Até então, a festa era tradicionalmente realizada no primeiro semestre.
O Ministério Público da Bahia (MPBA) e os órgãos de controle do estado não possuem um conjunto de regras exclusivo apenas para a Micareta, mas aplicam as mesmas diretrizes rígidas de controle de gastos públicos com festas populares, amparadas por notas técnicas conjuntas criadas junto aos Tribunais de Contas (TCE/TCM) e à UPB. O valor cobrado pelo artista deve ter como base a média dos contratos executados no ano anterior, corrigida estritamente pela inflação oficial (Calculadora do IPCA do Banco Central). Aumentos acima disso são considerados indícios de abusividade e sofrem contestação imediata.
Fonte: Folha do Estado





