Por: Mayara Nailanne
Em entrevista ao Jornal Folha do Estado durante o lançamento da Micareta 2026, artista destacou a influência de Feira de Santana no Carnaval da Bahia, a valorização da juventude negra e a importância de aproximar diferentes gerações da festa.
A mudança da Micareta de Feira de Santana de abril para novembro abre espaço para novas discussões sobre o calendário festivo, a cultura e o papel social do evento. Presente no lançamento da edição de 2026, realizado nesta terça-feira (20), no Centro Cultural Sesc, o cantor e compositor Tonho Matéria avaliou positivamente a alteração e defendeu que a festa vá além do entretenimento, promovendo também reflexão, consciência social e valorização da cultura negra.
Em entrevista ao Jornal Folha do Estado, o artista afirmou que a Micareta tem influência na construção do verão baiano e na preparação do Carnaval de Salvador, especialmente pela musicalidade, pelas atrações e pelas experiências que Feira de Santana proporciona ao cenário musical.
“A Micareta em Feira de Santana dita o verão. Esse ano, começando em novembro, vai ditar mais ainda”, declarou.
Mudança de data exige adaptação
Para Tonho Matéria, a transferência da festa para novembro representa uma oportunidade de experimentar novas possibilidades para o evento. O cantor considera que a mudança exige adaptação do público, dos artistas e dos organizadores, mas pode abrir espaço para uma abordagem diferente da programação.
O artista também relacionou a realização da Micareta em novembro ao período de reflexão sobre o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. Segundo ele, a ocasião pode contribuir para ampliar o debate sobre identidade, educação e oportunidades para os jovens, especialmente aqueles que vivem nas periferias.
Tonho Matéria afirmou que pretende levar ao evento um repertório que dialogue com essas questões, utilizando a música como instrumento de conscientização.
Na avaliação do cantor, a Micareta pode manter sua característica de grande festa popular e, ao mesmo tempo, estimular o público a refletir sobre temas sociais. Ele defendeu que os jovens sejam incentivados a estudar, ingressar nas universidades e ampliar suas perspectivas profissionais.
Fonte; Folha do Estado





