Lula acusa Meta de interferir no 2º turno e aciona Justiça Eleitoral

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) na manhã deste sábado (10) contra a Meta, gigante de tecnologia responsável por redes sociais como Instagram, Facebook e WhatsApp.

Em nota oficial divulgada em seu site, a coordenação petista lista uma série de falhas alegadas pela empresa como “problemas técnicos” e acusa a big tech de interferir na disputa presidencial ao favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Entre os episódios citados no documento estão o bloqueio temporário do impulsionamento de publicações no feed do Instagram entre essa sexta-feira (9) e a manhã de hoje, o travamento no alcance de postagens e a ocultação do perfil oficial de Lula nos mecanismos de busca da plataforma.

Maior engajamento para oposição
A inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT destacou ainda um estudo apontando que a conta do senador Flávio Bolsonaro chegou a registrar engajamento médio 2,96 vezes maior que a de Lula, apesar de possuir 17,2% a menos de seguidores.

A coordenação da campanha argumenta que os episódios se repetem sem a devida transparência por parte da empresa e visam desacelerar pautas sociais e econômicas defendidas pela candidatura, como o fim da escala 6×1, a regulamentação das apostas eletrônicas (Bets) e os alertas contra cortes em programas sociais sugeridos pela oposição.

Soberania de dados e geopolítica regional

O cerne da contestação levada à Justiça Eleitoral reacende o debate sobre o controle exercido por corporações de tecnologia sediadas nos Estados Unidos sobre a infraestrutura de comunicação e a soberania do fluxo de dados no Brasil.

O tema da regulamentação das redes sociais foi uma das bandeiras centrais defendidas pelo governo Lula ao longo do mandato, mas acabou sem avanços decisivos no Congresso Nacional diante da resistência de setores conservadores e do lobby das próprias plataformas.

O tensionamento com a Meta ganha contornos geopolíticos no segundo turno diante do interesse demonstrado pelo presidente norte-americano Donald Trump no pleito brasileiro.

Trump intensifica influências

Nos últimos anos, Trump aprofundou a aproximação com a família Bolsonaro, em um cenário de intensificação da influência de Washington na América do Sul.

A movimentação inclui o recente episódio da intervenção militar na Venezuela com a captura de Nicolás Maduro, as ameaças de sanções que antecederam a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia e o alinhamento com o governo de Javier Milei na Argentina.

 

 

Fonte: Folha do Estado 

Com o recurso protocolado no TSE, a campanha de Lula cobra sanções e explicações formais da Meta para assegurar o equilíbrio nas redes sociais na reta final da disputa eleitoral.

Reprodução/YouTube
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Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação