Os vereadores de Feira de Santana que participaram das eleições de 2026 fizeram uma avaliação do desempenho nas urnas e dos resultados alcançados durante a disputa. Entre os parlamentares que concorreram a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) estão Pedro Américo (Cidadania), Silvio Dias (PT) e Lulinha (União Brasil).
Já o vereador Pastor Valdemir (PV) participou do processo eleitoral como coordenador da campanha de Thiago Gileno (Republicanos), eleito para a Assembleia Legislativa da Bahia.
Pedro Américo
Candidato pelo Cidadania, Pedro Américo recebeu quase 14 mil votos em toda a Bahia. O vereador afirmou que esperava vencer a eleição, mas avaliou que o resultado representa a consolidação do projeto político construído durante a campanha.
“Eu tive quase 14 mil votos na Bahia. É um resultado que nos deixa muito tranquilos daquilo que a gente construiu. É óbvio que eu queria ganhar a eleição, lutei para isso, para ganhar, entreguei meu coração, minha vida para esse projeto, assim como meus amigos, minha família, as pessoas que estavam com a gente e foram até o fim.”
Segundo o vereador, durante a campanha houve questionamentos sobre sua capacidade de disputar o pleito diante das limitações financeiras e da falta de uma estrutura política semelhante à de outros candidatos.
“Enquanto muitos diziam que eu ia me vender, que eu não seria candidato porque eu não tinha dinheiro para fazer campanha, porque eu não tinha estrutura da máquina, nem a força que o partido teria, caso a federação com o PSDB não tivesse acontecido. Falaram também que isso seria ruim para mim, que não era para eu ser candidato.”
Apesar da derrota, Pedro Américo destacou a mobilização de apoiadores durante a campanha e afirmou que pretende seguir com o projeto político.
“Mesmo com tudo isso, eu vi nos olhos das pessoas que estavam com a gente, a vontade, o desejo de ganhar, assim como também era a minha. Claro que a derrota traz a tristeza, faz parte, mas agora é sacudir, levantar a cabeça e dizer que caímos de pé.”
Silvio Dias
Silvio Dias, do PT, recebeu mais de 17 mil votos em toda a Bahia, sendo mais de 12 mil em Feira de Santana. O vereador destacou a votação obtida e atribuiu o resultado ao reconhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos.
“Eu só tenho a agradecer. Estou muito feliz, tive mais de 17 mil votos, então sou muito grato. Agradeço a Deus, à equipe, que é muito competente e eficiente, embora reduzida, pois nossa capacidade financeira foi pequena. Foi uma campanha ‘pé no chão’.”
O parlamentar também ressaltou a distribuição de seus votos pelo estado. Segundo ele, foi votado em 289 municípios baianos.
“Agradeço sobretudo aos eleitores que me deram mais de 17 mil votos na Bahia. Fui votado em 289 municípios. Temos amigos por toda a Bahia e eu só posso creditar isso principalmente aos votos de amigos, pessoas que me conhecem e reconhecem o trabalho que a gente faz.”
Em Feira de Santana, Silvio Dias destacou os mais de 12 mil votos recebidos e afirmou que o resultado também representa uma responsabilidade política.
“Em Feira tive mais de 12 mil votos, uma votação expressiva. Fui o mais votado do grupo do governador Jerônimo aqui em Feira de Santana e isso me dá uma sensação de que o trabalho foi bem feito, mas também uma responsabilidade, porque ser mais votado desse grupo impõe muitas responsabilidades.”
Lulinha
Lulinha, do União Brasil, recebeu mais de 9 mil votos e afirmou que esperava conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. O vereador destacou a campanha realizada em bairros e distritos de Feira de Santana.
“Esperava ser eleito. Trabalhar para ser eleito, para defender Feira de Santana e ser a voz do interior da Bahia na Assembleia Legislativa. Coloquei meu nome na rua, como já coloquei outras vezes, tanto nos bairros como nos distritos.”
Na avaliação do vereador, a presença de candidatos de outras cidades na disputa em Feira de Santana tornou o cenário eleitoral mais difícil. Lulinha também afirmou que não contou com o apoio de grandes lideranças políticas locais durante a campanha.
“Feira teve muito candidato de fora que este ano trabalhou em Feira. Lutar contra a máquina é muito difícil. Esses candidatos de fora têm prefeituras, foram prefeitos no interior e vêm trabalhar dentro de Feira há mais de um ano.”
Lulinha afirmou ainda que sua campanha foi baseada na mobilização nos bairros e distritos e destacou o trabalho realizado ao longo do período eleitoral.
“Eu não tive grandes lideranças políticas da cidade. Meus votos foram vindo nos bairros e distritos e contando nossa história. O recurso que veio para nós, a gente trabalhou de domingo a domingo em uma campanha bonita, limpa e saudável.”
Matéria por Vicente Santos





