Presidente do Vitória apoia novas medidas de arbitragem, mas discorda da adoção durante o Brasileirão
Presidente do Vitória, Fábio Mota se posicionou sobre as novas medidas de arbitragem que passarão a ser utilizadas no Campeonato Brasileiro a partir da 23ª rodada. Apesar de considerar positivas as mudanças, o dirigente rubro-negro criticou a decisão de colocá-las em prática com a competição em andamento.
Em entrevista ao jornal O Globo, Mota afirmou que as alterações podem contribuir para reduzir a “cera” e melhorar o andamento das partidas. Para o presidente do Leão, porém, a implementação deveria ficar para a próxima temporada.
“Primeiro que sou 100% favorável às medidas implementadas. Eu acho que vai melhorar o futebol, vai diminuir a chamada cera no futebol. Porém, sou contrário a ser implementado este ano, acho que o momento não é oportuno. Fica parecendo que a crise que a arbitragem está vivendo neste momento precisa de uma satisfação, e essa satisfação é a implementação agora”, afirmou.
As novas determinações entram em vigor já neste fim de semana, quando será disputada a 23ª rodada da Série A.
Voto contra o “Protocolo Vini Jr.”
Entre as mudanças discutidas está o chamado “Protocolo Vini Jr.”. Fábio Mota votou contra a medida e argumentou que o gesto de cobrir a boca durante uma discussão em campo não necessariamente está relacionado a uma ofensa.
“Porque você parte do princípio de que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na boca é para praticar um pretenso ato de racismo ou uma ação que seja contra os princípios básicos. Eu entendo que não é dessa forma. Às vezes, colocar a mão na boca tem outro sentido, tem outra conversa que está sendo feita ali, entre ele e o colega, e que não tem nada a ver com agressão em um jogo de futebol”, explicou.
O protocolo prevê cartão vermelho para o jogador que cobrir intencionalmente a boca com a mão ou com a camisa durante determinadas situações de discussão ou confronto dentro de campo.
A medida busca combater condutas antidesportivas e dificultar que o gesto seja utilizado para esconder eventuais ofensas, inclusive manifestações discriminatórias.
Fonte: Bahia.ba





