Por Cristiano Alves
Evento marcou a apresentação dos nomes e os critérios para a votação que começa, hoje.
A partir de hoje, 12, a população de Feira de Santana poderá escolher – por meio de votação popular – o nome da futura universidade federal que será instalada no município. O processo de criação da nova instituição de ensino entra numa reta decisiva com a participação direta da sociedade e ontem (11), aconteceu uma entrevista coletiva, onde foram apresentadas as três propostas de nomes, selecionadas por uma comissão interinstitucional e serão submetidas à votação da comunidade por meio do Instagram.
As opções que poderão ser analisadas e votadas são Universidade Federal de Inovação da Bahia (UFIB), Universidade Federal do Portal do Sertão (UFPS) e Universidade Federal do Sertão da Bahia (UFESBA). Cada denominação busca representar uma característica associada ao projeto: inovação, identidade territorial e interiorização do ensino superior.
A votação popular será realizada pelo perfil @federalemfeira, nos stories do Instagram, durante uma semana. Poderão participar pessoas com 16 anos ou mais, residentes em Feira de Santana e nos municípios dos territórios do Portal do Sertão, Bacia do Jacuípe e Sisal. A apuração será automática e auditável, com divulgação de resultado preliminar após o encerramento da votação, no dia 18 de agosto.
A comissão organizadora do processo, composta por mais de 50 pessoas, fez um levantamento prévio até chegar aos nomes colocados para a votação. “Dentro deste processo é importante definir o nome, já para criar uma identidade e a participação da comunidade é importante nesse contexto, pois, ter uma instituição federal é um sonho de muitos anos e para ser realizado precisa do engajamento de todos”, ressaltou o diretor Jackson Machado, do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS/UFRB) integrante da comissão.
A oportunidade serviu também para apresentar à imprensa, um balanço de ações realizadas desde 2013, quando foi instalado o campus da UFRB, em Feira, que serve como “embrião” para a criação da nova instituição federal. “Hoje, nós temos 12 cursos de graduação, quatro de pós-graduação e temos mais quatro cursos que a nossa reitoria conseguiu aprovar junto ao MEC. São cursos que vão suprir demandas da sociedade, como uma educação inclusiva, educação das escolas quilombolas e todos os cursos de tecnologia voltados para desenvolvimento de softwares e sistemas”, detalhou Jackson Machado.
O professor Josué Melo, representante da instituição responsável pela doação do terreno, destinado ao projeto, também participou da coletiva. Segundo ele, a proposta busca estabelecer uma universidade conectada às demandas sociais e econômicas da região. “Nós estamos empolgados com esse projeto, e a empolgação é tão grande que a UINED decidiu doar a sua propriedade, seu campus, para ser essa universidade federal. O desenvolvimento não ocorre só a partir do comércio e do chão da fábrica, ele ocorre principalmente a partir da formação de cérebro, na formação da inteligência humana. É isso que desenvolve a sociedade, e uma instituição aqui, autônoma, para desenvolver cursos que a sociedade venha precisar, naturalmente, vai fortalecer o nosso desenvolvimento. A documentação já está em cartório e esperamos que, antes de terminar este ano, iremos convocar a imprensa para uma grande solenidade, onde faremos a assinatura das escrituras, transferindo esse patrimônio”, destacou.
Fonte:Folha do Estado




