O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), voltou a fazer duras críticas à situação da saúde pública no município, revelando que cerca de 700 pessoas morreram em 2025 enquanto aguardavam atendimento por meio da regulação. A declaração foi feita nesta segunda-feira (10), durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM 89,3.
Ao comentar o cenário, o gestor municipal disse que não poderia deixar de abordar o assunto diante do número de mortes registradas entre pacientes que aguardavam transferência ou acesso a procedimentos na rede estadual. “Cerca de 700 pessoas morreram em Feira de Santana apenas em 2025, infelizmente. Eu estaria sendo omisso se não tratasse sobre esse assunto”, apontou.
O prefeito também direcionou críticas ao Governo do Estado e questionou a estrutura de saúde disponibilizada para atender Feira de Santana e municípios da região. Durante a entrevista, ele citou o Hospital Geral Clériston Andrade e a policlínica regional.
“O hospital que o Governo do Estado tem em Feira de Santana é o Clériston Andrade, quem construiu ele foi Antônio Carlos Magalhães e fez também uma policlínica, que 60% dela é mantida pelos municípios da região”, declarou.
A fala ocorreu no mesmo momento em que José Ronaldo anunciou que pretende assinar, no próximo dia 17 de agosto, a ordem de serviço para a construção do primeiro Hospital Municipal de Feira de Santana.
De acordo com o prefeito, a unidade terá 110 leitos, sendo dez destinados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O projeto será executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), modelo que ele comparou ao adotado no Hospital do Subúrbio, em Salvador.
“De hoje a oito [17 de agosto], daremos ordem de serviço para a construção do primeiro hospital municipal de Feira de Santana. Serão 110 leitos, sendo 10 leitos voltados para a UTI. Foi uma licitação por meio de uma PPP, um exemplo semelhante ao Hospital do Subúrbio, em Salvador”, concluiu.
Fonte: Blog do Velame





