Os órgãos foram captados no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, a partir de um doador de 51 anos.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, na tarde desta terça-feira (28), uma operação de escolta de emergência para garantir o transporte de órgãos destinados a transplantes entre Feira de Santana e Salvador. A ação foi conduzida por uma equipe da Delegacia da PRF de Feira de Santana.
Os órgãos foram captados no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, a partir de um doador de 51 anos. Em razão da necessidade de reduzir o tempo de deslocamento, a PRF realizou a escolta do veículo responsável pelo transporte até a capital baiana.
Segundo a inspetora da PRF Lívia Marcelino, a operação teve como principal objetivo assegurar rapidez e segurança durante o percurso pela BR-324, rodovia que frequentemente registra intenso fluxo de veículos.
“A atuação de prontidão da PRF teve como objetivo principal garantir agilidade e segurança no deslocamento, enfrentando as constantes retenções e o tráfego intenso característico da BR-324”, afirmou.
De acordo com a policial, a escolta permitiu que o veículo percorresse o trajeto sem interrupções que pudessem comprometer a viabilidade dos órgãos.
A escolta policial abriu caminho no trânsito de forma rápida e segura, evitando paradas prolongadas que poderiam comprometer a viabilidade dos órgãos”, explicou.
Entre os órgãos transportados estava um fígado, cuja preservação depende de um curto intervalo entre a captação e o transplante. Conforme destacou Lívia Marcelino, cada minuto é determinante para o sucesso do procedimento.
“Cada minuto é decisivo. A velocidade e a precisão no trajeto são cruciais, especialmente para a preservação do fígado, um dos órgãos transportados”, ressaltou.
A inspetora explicou ainda que o chamado tempo de isquemia fria — período máximo em que o órgão pode permanecer sem circulação sanguínea antes do transplante — é limitado, tornando essencial um deslocamento rápido.
“Quanto menor for o tempo decorrido entre a captação e o implante, maiores são as chances de sucesso do procedimento cirúrgico e da plena recuperação do receptor”, concluiu.
A PRF informou que operações de escolta para transporte de órgãos integram as ações de apoio à rede de transplantes, contribuindo para que o material chegue ao destino dentro do tempo necessário para a realização dos procedimentos médicos.
Fonte: Folha do Estado





