Prefeito chamou bônus de ex-ministro de absurdo e criticou gestão da saúde
Durante a convenção que lançou oficialmente a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo do estado, seu aliado, o prefeito de Salvador Bruno Reis (União) rebateu as críticas que o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) fez à sua gestão.
“Rapaz, mais uma novidade na Bahia agora, receber sem trabalhar. Cada dia o ministro, o ex-ministro, se supera. Quando a gente acha que eles esgotaram a capacidade de inovar, dando mal a exemplos, vem agora receber quase 50 mil reais, sem dar um prego e a barra de sabão. Devia ter a hombridade e não aceitar qualquer tipo de remuneração se não está devidamente trabalhando”, disparou.
O salário que o prefeito citou, trata-se da “quarentena remunerada”, que é um bônus por Rui ter tido acesso a informações sensíveis e confidenciais do governo federal durante os últimos meses em que esteve à frente do ministério.
A quantia está fixada em R$ 46,3 mil, valor que o ex-governador da Bahia receberá por seis meses.
Bruno Reis rebate Roberta Santana: “cara de pau”
Questionado pelo Bahia.ba sobre as críticas que a secretária de saúde da Bahia Roberta Santana vem tecendo à saúde de Salvador, Bruno respondeu que deveriam se preocupar com a saúde do estado, já que é o principal gargalo do setor.
“Ela deveria se preocupar com a saúde do Estado, onde as pessoas estão morrendo na fila da regulação. Prometeram zerar a fila da regulação, não é o prefeito está dizendo, não, foi o tribunal de contas, num relatório que atestou que o tempo de espera aumentou 155%, é muita cara de pau”, disse.
O gestor ainda sugeriu que se não fossem as 11 UPAs e 7 unidades de pronto atendimento entregues pela prefeitura, a situação poderia ser pior.
“Se não fosse hoje a prefeitura com as suas 11 upas e 7 unidades de pronto atendimento, que nesse momento tem mais de 340 pessoas aguardando a regulação, muitas delas do interior, essas pessoas estariam na porta dos hospitais que eram aquelas cenas do passado”, afirmou.
Ainda sobre os equipamentos municipais, o prefeito afirmou que a prova da ineficiência da saúde do estado é o alto índice de pessoas do interior, que recebem tratamento em Salvador.
“A maternidade municipal, 75% das crianças nasceram lá do interior da Bahia, estavam nascendo onde essas crianças, vocês acham correto? Uma pessoa sair de teixeira de freitas a quase 900 quilômetros de Salvador para vir dar luz aqui na capital”, avalia Bruno.
No final da entrevista, ele seguiu afirmando que o município tem sanado algumas deficiências nos serviços prestado pelo estado.”Então, o que Salvador fez nos últimos anos, foi ajudar a péssima gestão do estado na área da regulação, e aliás, em todas as outras áreas”, concluiu.
Fonte: Bahia.ba





