Por: Vicente Santos
Ex-vereador defende que candidatura busca fortalecer sua atuação política, questiona a representatividade da Assembleia Legislativa e afirma que o PSOL terá candidatura própria ao Governo da Bahia.
O ex-vereador de Feira de Santana Jhonatas Monteiro (PSOL) reafirmou sua intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) nas eleições de 2026. Segundo ele, a candidatura representa a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória política e tem como objetivo ampliar a defesa dos interesses da população feirense.
Durante a declaração, Jhonatas destacou o desempenho obtido nas últimas eleições municipais. Mesmo sem conquistar a reeleição para a Câmara Municipal, ele ressaltou que foi o candidato mais votado entre os não eleitos e que superou a votação alcançada em seu primeiro mandato.
O ex-vereador também fez críticas à atuação dos deputados estaduais com base eleitoral em Feira de Santana. Para ele, parte das cobranças feitas pela população aos parlamentares diz respeito à fiscalização do Poder Executivo, função que, segundo afirmou, não estaria sendo exercida de forma efetiva.
Na avaliação de Jhonatas, há deputados que mantêm baixa atuação pública, outros que estariam politicamente subordinados a prefeitos e ainda casos de parlamentares envolvidos em problemas judiciais. “Não existe deputado de verdade em Feira de Santana”, declarou.
Ao comentar o cenário da sucessão estadual, o ex-vereador minimizou a relevância das pesquisas eleitorais neste momento. Utilizando a expressão popular “ler com cré”, afirmou que os levantamentos refletem apenas um retrato momentâneo e não representam o resultado da disputa.
Embora reconheça a existência de problemas na atual gestão estadual, Jhonatas afirmou que não considera a oposição de direita, representada pelo ex-prefeito ACM Neto, como a alternativa ideal para enfrentar esses desafios. Segundo ele, a Bahia precisa de um novo projeto político.
O dirigente do PSOL também confirmou que o partido deverá lançar candidatura própria ao Governo do Estado. De acordo com Jhonatas, tanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) quanto ACM Neto evitariam aprofundar o debate sobre as limitações e problemas das administrações às quais estão vinculados, o que, na visão dele, reforça a necessidade de uma terceira alternativa no cenário político baiano.





