Por: Sophia Alves
A Câmara Municipal de Feira de Santana deu início à retomada das obras de reforma do prédio anexo que será incorporado à estrutura de atendimento ao público do Legislativo. A reativação do projeto foi anunciada na terça-feira (16) pelo presidente da Casa, vereador Marcos Lima, durante apresentação aos parlamentares.
De acordo com a gestão, o espaço tem como finalidade ampliar a capacidade de atendimento aos cidadãos, oferecendo melhores condições para acolhimento de demandas apresentadas à Casa Legislativa.
O investimento previsto é de aproximadamente R$ 2,7 milhões. Segundo o presidente, a execução da obra ficará sob responsabilidade da empresa Avante, com prazo estimado de conclusão em cerca de seis meses.
Marcos Lima afirmou que a intenção é acelerar o andamento dos trabalhos, com reforço de equipe no canteiro de obras. Ele também destacou que o projeto não contempla, nesta etapa, gastos com mobiliário e climatização, que deverão ser definidos posteriormente.
O presidente informou ainda que parte significativa dos recursos, entre 70% e 80%, já se encontra disponível em conta reservada da Câmara. Além disso, uma profissional de engenharia foi contratada para acompanhar a execução e fiscalizar o andamento da reforma.
“Acompanhamento técnico é fundamental para garantir a qualidade da obra e a correta aplicação dos recursos”, afirmou.
O projeto também prevê a futura implantação de sistemas de energia solar e gerador próprio, como forma de ampliar a autonomia energética do novo espaço.
Histórico da intervenção
A obra do prédio anexo havia sido interrompida após a identificação de irregularidades em 2024. O imóvel chegou a ser interditado pela Prefeitura por questões relacionadas à autorização em área de preservação, além de problemas na execução registrados pela empresa anteriormente contratada, a ART Projetos Construções e Serviços LTDA.
Um processo administrativo aberto pela Câmara apontou prejuízos aos cofres públicos, o que resultou na suspensão da empresa e na cobrança de ressarcimento.
Em junho de 2026, decisões judiciais suspenderam as sanções aplicadas à empresa, o que contribuiu para a reorganização do processo de retomada da obra. Após a reavaliação do caso, o Legislativo assinou nova ordem de serviço e oficializou o reinício da reforma.






