Planalto descarta reunião bilateral na França e aposta em discursos contra medidas protecionistas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (14) para Évian-les-Bains, na França, onde participará da Cúpula do G7. Até o momento, não há previsão de uma nova reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o evento.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, o governo brasileiro optou por não solicitar um novo encontro formal entre os dois líderes. A avaliação é de que não há necessidade política para uma nova reunião logo após o recente encontro realizado na Casa Branca. Com isso, uma agenda estruturada entre Lula e Trump, nos moldes da reunião ocorrida na Malásia em 2025, é considerada improvável. Ainda assim, um contato rápido e informal entre os presidentes não está descartado.
Nos bastidores, o clima entre Brasil e Estados Unidos ficou mais delicado após episódios recentes envolvendo a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA e ameaças de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Durante os discursos no G7, Lula deve defender o fortalecimento do multilateralismo e criticar medidas unilaterais e protecionistas, sem mencionar diretamente o tarifaço norte-americano. Diplomatas brasileiros afirmam que o presidente pretende enviar recados indiretos ao governo norte-americano, evitando confrontos diretos em um ambiente multilateral.
A participação do Brasil na cúpula ocorrerá em sessões voltadas aos países convidados. Entre os temas previstos estão parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e debates sobre a atuação e responsabilização das big techs.
Além da agenda oficial, Lula também terá reuniões bilaterais com líderes internacionais. Já estão confirmados encontros com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
Na conversa com a premiê japonesa, o principal assunto será o avanço das negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão. O governo brasileiro acredita que o cenário internacional e as recentes tensões comerciais têm incentivado países a ampliar parcerias econômicas alternativas.
Fonte: Bahia.ba






