Comentário valida pênalti, mas indica expulsão não aplicada em entrada sobre Renê
Uma análise de arbitragem divulgada pelo comentarista Paulo Caravina apontou erro disciplinar em um dos lances da partida entre Athletico-PR e Vitória, disputada no último domingo (26), na Arena da Baixada, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
De acordo com a avaliação, a entrada de Arthur Dias, que resultou na saída do atacante Renê, foi classificada como jogo brusco grave e passível de cartão vermelho, o que indicaria falha da arbitragem na condução do lance.
Por outro lado, o pênalti marcado durante a partida foi considerado correto dentro da interpretação adotada em campo. Já o lance envolvendo Luiz Gustavo foi avaliado como temerário, com indicação de cartão amarelo.
Vitória reage e formaliza reclamação
A análise reforça a insatisfação do Vitória com a arbitragem na derrota por 3 a 1. O clube baiano encaminhou um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) questionando decisões tomadas ao longo da partida.
Em entrevista ao bahia.ba na segunda-feira (27), o presidente Fábio Mota voltou a criticar os episódios e cobrou providências.
“A gente se sente completamente impotente com a situação que aconteceu. Não é a primeira, foram duas seguidas. É um dificuldade muito grande, aguardamos agora o pronunciamento da CBF”, disse.
“Esperamos simplesmente que tenha justiça. Nós não estamos querendo nos vitimizar, mas as imagens falam por si só e mostraram isso tanto no jogo do Flamengo quanto no jogo do Athletico-PR”, completou.
Lances citados pelo Vitória
No documento enviado à CBF, o Rubro-Negro detalha os pontos que considera erros de arbitragem. Entre eles, está uma entrada contra o volante Zé Vitor nos primeiros minutos, que, segundo o clube, deveria resultar em expulsão direta.
Outro lance questionado envolve o pênalti marcado contra o zagueiro Cacá, que a diretoria entende como erro de interpretação.
O ofício também cita um momento da etapa final em que um jogador do Athletico-PR teria cometido duas infrações consecutivas, incluindo simulação e toque de mão. Como o atleta já possuía cartão amarelo, o Vitória defende que a jogada deveria resultar em expulsão.
Além disso, a entrada sobre Renê, agora apontada na análise como passível de cartão vermelho, também foi destacada pelo clube como um erro grave.
Críticas ao VAR e pedido à CBF
O Vitória também questiona a atuação do árbitro de vídeo. Segundo o documento, os lances eram passíveis de revisão, mas não houve recomendação para análise em campo.
Diante disso, o clube solicitou à CBF a análise detalhada das decisões, possíveis medidas contra a equipe de arbitragem e a divulgação dos áudios de comunicação entre o árbitro de campo e o VAR.
A partida foi comandada por Bruno Arleu de Araújo, auxiliado por Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Cipriano da Silva Sousa. O VAR ficou sob responsabilidade de Rodrigo Nunes de Sá.
Fonte: Bahia.ba






