Por: Vicente Santos
Proposta de Marcos Lima avança em primeira votação, mas levanta questionamento sobre a origem dos recursos para custear a Tirzepatida no município.
A Câmara Municipal de Feira de Santana aprovou, em primeira votação, durante a sessão de terça-feira (28), um Projeto de Lei de autoria do vereador Marcos Lima que prevê a disponibilização, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), do medicamento Tirzepatida, conhecido como Mounjaro. A medicação é indicada para o tratamento de diabetes tipo 2 e também vem sendo utilizada no controle da obesidade.
Segundo o autor da proposta, a iniciativa busca garantir acesso ao tratamento para a população de baixa renda, além de contribuir para a redução da pressão sobre a rede básica de saúde. No entanto, mesmo com a aprovação inicial, o projeto levanta um ponto importante: de onde virão os recursos para custear um medicamento considerado de alto valor?
Marcos Lima comemorou o avanço da proposta e destacou os possíveis benefícios da medida. “Recebo com muita alegria a aprovação em primeira discussão. Agora seguimos para a segunda etapa. Esse é um projeto que pode beneficiar principalmente quem mais precisa, pessoas que não têm condições de arcar com um tratamento eficaz. Em muitos casos, pacientes com obesidade acabam sendo encaminhados para cirurgias caras e com recuperação difícil. Com a oferta desse medicamento pelo SUS, é possível reduzir custos e evitar complicações de saúde, como diabetes e gordura no fígado, que estão diretamente ligadas ao sobrepeso”, afirmou.
Para o vereador, o investimento na medicação pode representar economia a médio e longo prazo, ao diminuir a necessidade de procedimentos mais complexos, como a cirurgia bariátrica, além de reduzir gastos com doenças crônicas.
Ele também destacou a importância do apoio do Executivo para a viabilização da proposta. “Espero que o prefeito sancione o projeto e que o secretário de saúde avalie com atenção. Encaminhei o texto para análise e acredito que ele pode ser ajustado conforme a necessidade. Já vi casos de pessoas que perderam a vida por não terem acesso ao tratamento adequado. Quando um medicamento de alto custo passa a ser adquirido em grande escala, o valor tende a cair. A Tirzepatida segue essa lógica. Investir nesse tipo de solução pode ser mais eficiente do que arcar com tratamentos prolongados e mais caros”, pontuou.
Por fim, Marcos Lima informou que pretende buscar apoio externo para garantir a execução da proposta. Segundo ele, há a expectativa de viabilizar recursos por meio de emenda parlamentar destinada à compra do medicamento no município.
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