Terreiro de umbanda é alvo de ataque com símbolos nazistas no interior da Bahia

UMBANDA-1000x514-1

O espaço atingido é o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, que possui quase 80 anos de atuação na cidade

Um terreiro de umbanda tradicional de Guanambi, no sudoeste baiano, foi alvo de um episódio de intolerância religiosa após ter a fachada pichada com símbolos associados ao nazismo. As imagens do local vandalizado começaram a circular nas redes sociais na quinta-feira (23) e provocaram indignação entre moradores e lideranças locais.

O espaço atingido é o Centro de Umbanda São Jorge Guerreiro, que possui quase 80 anos de atuação na cidade. De acordo com representantes da instituição, o local vem enfrentando uma sequência de ataques nos últimos meses.

Segundo o vice-presidente do centro, Joel das Neves da Silva, o imóvel já foi alvo de invasões e depredações ao longo do último ano. Nesse período, o terreiro teria sido arrombado pelo menos seis vezes.

Entre os prejuízos relatados estão a destruição de imagens religiosas, documentos rasgados e o furto de itens utilizados nas atividades do espaço, como velas e alimentos destinados aos rituais.

O episódio mais recente ocorreu no sábado (18), quando responsáveis pelo local encontraram a fachada do imóvel pichada. Diferentemente das ocorrências anteriores, desta vez não houve registro de invasão ao interior do espaço.

A repercussão do caso nas redes sociais ampliou o debate sobre intolerância religiosa. O advogado da instituição, Eunadson Donato, informou que tentou formalizar a denúncia às autoridades. Apesar disso, a Polícia Civil da Bahia declarou não ter localizado, até o momento, registro oficial da ocorrência.

No Brasil, a utilização ou divulgação de símbolos ligados ao nazismo é considerada crime e pode resultar em pena de até cinco anos de prisão, conforme prevê a legislação.

Em nota, a Prefeitura de Guanambi classificou o episódio como um ato de ódio e destacou que manifestações de intolerância religiosa e racismo violam princípios fundamentais da convivência social.

A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da subseção local, também se manifestou sobre o caso. A entidade repudiou o ataque e afirmou que a situação representa uma violação de direitos fundamentais, como a liberdade de crença, além de evidenciar a discriminação histórica enfrentada por religiões de matriz africana.
 

 

Fonte: Folha do Estado 
 
 
 

 

Redes Sociais
foto Redes Sociais
Vicente Santos é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.
Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação

Busca Raio X News