Marcelo Castro pode ser condenado a 17 anos de prisão pelo caso Pix

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Vítimas relatam esquema envolvendo pedidos de ajuda em programa de TV

O apresentador baiano Marcelo Castro pode ser condenado a até 17 anos de prisão por envolvimento em um suposto esquema de desvio de doações feitas por telespectadores durante programas de TV.

As informações foram detalhadas em reportagem da Revista Piauí, que reuniu relatos de vítimas e bastidores das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia.

Segundo as apurações, o esquema consistia na exibição de histórias comoventes na televisão, com pedidos de ajuda via Pix. No entanto, parte significativa do dinheiro arrecadado não chegava às pessoas que apareciam nas reportagens.

Em alguns casos, os valores recebidos pelas vítimas foram muito inferiores ao total arrecadado. Há situações em que famílias teriam recebido apenas uma fração das doações feitas pelo público.

Vítimas relatam manipulação e fazem acusações

Os depoimentos reunidos pela reportagem trazem acusações graves sobre a condução das matérias exibidas na TV. Uma das vítimas, Adriana Fonseca de Jesus, desabafou ao comentar o caso. “Para mim, ele é o anticristo”, resumiu.

Ela afirma que buscava ajuda para a filha, mas relata ter sido orientada a alterar sua história durante a gravação. “Ele disse: ‘se te perguntarem, o valor é 10 mil reais’”, contou, referindo-se ao valor que deveria mencionar na reportagem.

Adriana também relatou estranhamento com o uso de uma chave Pix que não era a sua. “Eu achei aquilo muito estranho”, disse.

Outra vítima, Lucileide Maria Andrade dos Santos, afirmou que passou por uma situação que considera degradante durante a participação no programa. “Ele pediu para o meu filho se jogar no chão e se arrastar”, relatou.

Segundo ela, o objetivo inicial era apenas recuperar um triciclo roubado do filho, que tem limitações motoras. “Meu objetivo nem era pedir dinheiro”, afirmou. Após o caso vir à tona, desabafou: “Meu sentimento é de ter sido enganada”.

Já Jucileide Souza contou que sua história também teria sido modificada durante a exibição. “Ele falou que eu estava pedindo ajuda também para medicações e tratamento. Mas eu só queria a cadeira de rodas”, disse.

Apesar de ter recebido um valor maior do que o solicitado inicialmente, ela afirma que o total arrecadado foi bem superior. O sentimento, segundo ela, é de frustração diante do que veio à tona.

Investigação aponta divisão de valores

De acordo com a investigação, o dinheiro arrecadado era dividido entre os envolvidos no esquema. O caso envolve acusações como associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos réus para garantir o ressarcimento das vítimas, além de impor medidas cautelares, como restrições para deixar o país e manter contato com os envolvidos no processo.

O valor total da fraude, segundo estimativas, pode chegar a centenas de milhares de reais.

Caso segue na Justiça

O processo tramita no Tribunal de Justiça da Bahia e ainda está em fase de instrução, com depoimentos de vítimas já colhidos e novas audiências previstas.

Enquanto isso, o apresentador segue à frente de seu programa policial, mantendo audiência relevante no estado, mesmo diante das acusações.

 

Fonte: Bahia.ba 
 

Reprodução/Redes Sociais
foto Reprodução/Redes Sociais
Vicente Santos é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.
Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação

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