Mais de 300 carteiras de identificação destinadas a pessoas com transtorno do espectro autista, fibromialgia e anemia falciforme já foram emitidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana somente neste ano. Os documentos garantem maior reconhecimento dessas condições e contribuem para assegurar direitos como prioridade no atendimento em serviços públicos e privados.
Entre os documentos disponibilizados está a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA). Nos quatro últimos meses de 2025, foram confeccionadas 124 carteiras no município. Já em 2026, até esta quarta-feira (13), outras 72 pessoas com autismo receberam o documento.
A CIPTEA é gratuita e pode ser solicitada de forma simples pela internet ou presencialmente. Pelo site oficial da Prefeitura, o interessado pode realizar o cadastro on-line preenchendo um formulário com os dados da pessoa com transtorno do espectro autista e do responsável legal, no caso de crianças, adolescentes ou pessoas incapazes, além de anexar os documentos necessários para validação.
Adultos autistas com autonomia podem preencher o requerimento diretamente na plataforma digital. Já para crianças e adolescentes, a solicitação deve ser feita pelos pais ou responsáveis. A iniciativa busca facilitar o acesso ao documento e dar mais agilidade ao processo de emissão.
Para solicitar a carteira, é necessário apresentar RG e CPF da pessoa com autismo e do responsável, uma foto recente, laudo médico contendo a Classificação Internacional de Doenças (CID), com assinatura e carimbo do médico, além do exame de tipagem sanguínea. Todos os documentos devem ser digitalizados e anexados ao sistema durante o cadastro.
Além da CIPTEA, a Secretaria Municipal de Saúde também emite carteiras de identificação para pessoas com fibromialgia e para cidadãos com anemia falciforme. Somente neste ano, já foram confeccionadas 219 carteiras para pessoas com fibromialgia e 29 para pacientes com anemia falciforme.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a inclusão e o reconhecimento das necessidades específicas da população. “Essas carteiras representam um importante instrumento de garantia de direitos. Elas ajudam a assegurar atendimento prioritário e a dar mais visibilidade às pessoas que convivem com essas condições, fortalecendo as políticas públicas de inclusão e cuidado no município”, afirmou.
A solicitação das carteiras também pode ser feita presencialmente. O pedido da CIPTEA e da carteira para pessoas com fibromialgia pode ser realizado na Divisão de Informações da Secretaria Municipal de Saúde, localizada na avenida Getúlio Vargas. Já a carteirinha destinada às pessoas com anemia falciforme é emitida pelo programa municipal que funciona no bairro Kalilândia.
Fonte: Blog do Velame






