Para o vereador, ataques ao governador Jerônimo ocorrem por falta de argumentos técnicos por parte da oposição
clima esquentou no Plenário Cosme de Farias nesta segunda-feira (2). O que deveria ser uma sessão ordinária de debates legislativos transformou-se em um duro embate entre o líder da oposição, Randerson Leal (Podemos), e o vereador Téo Senna (PSDB). O estopim da discussão foi a gestão do Planserv (Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais). Após ser chamado indiretamente de “mentiroso” pelo colega de Casa, Randerson Leal veio a público para defender os dados apresentados e cobrar um debate baseado em propostas, e não em “politicagem”.
Para Randerson, o comportamento da bancada governista na capital tem sido o de atacar a figura pessoal do governador Jerônimo Rodrigues (PT) por falta de argumentos técnicos. “A política não pode ser lugar de falta de respeito. Eu coloquei dados e mostrei que o Planserv realmente tem dificuldades, mas nós estamos aqui para propor soluções e não fazer a crítica por crítica”, afirmou o vereador em conversa com o bahia.ba, ressaltando que o Parlamento deve servir para melhorar a vida do cidadão, e não apenas para o embate partidário.
Dados e avanços
O líder da oposição utilizou números para rebater a tese de que a assistência estadual está em colapso. Randerson destacou que a recente reestruturação do plano beneficiou diretamente a camada mais vulnerável do funcionalismo público.
“Ninguém fala que foram mais de 1.600 servidores beneficiados com a redução de 10% para 5,5% de desconto na folha do Planserv. Isso é democratizar o acesso à saúde”, pontuou Leal.
Ele também citou a Lei 15.034, aprovada no final de 2025, como um marco de diálogo entre o governo e a base aliada, lembrando que a matéria foi amplamente discutida antes de virar realidade. Além disso, mencionou ações itinerantes recentes, como a realizada em Paulo Afonso em dezembro, que atendeu mais de 220 servidores para desafogar a demanda por exames e consultas.
Audiência pública
Para Randerson Leal, o embate com Téo Senna ultrapassou os limites do regimento interno quando o opositor tentou “avacalhar” o trabalho do Executivo estadual. “Se eles não querem que o governador continue, que trabalhem para vencê-lo nas urnas. O problema é que eles não têm nome suficiente para derrubar o governador e querem atacar de forma pessoal”, disparou.
Como encaminhamento prático para cessar o “bate-boca” e focar no que interessa ao servidor, Randerson propôs a realização de uma audiência pública específica sobre o Planserv na Câmara de Salvador.
Fonte: Bahia.ba







