Em entrevista ao Raio-X News, vereador destaca preocupação com consumo de industrializados nas escolas e afirma que proposta busca fortalecer hábitos alimentares saudáveis e prevenir problemas de saúde entre estudantes.
Em entrevista concedida ao programa Raio-X News , o vereador Pedro Américo apresentou detalhes do projeto “Ambientação escolar por meio da educação alimentar e nutricional e da regulação de distribuição, comercialização e comunicação mercadológica de alimentação na rede municipal de ensino”, atualmente em debate no Legislativo.
Segundo o parlamentar, a proposta surge diante da crescente preocupação com o consumo excessivo de alimentos industrializados por crianças e adolescentes. “Precisamos olhar para o futuro. Hoje há um consumo muito grande de alimentos enlatados e ultraprocessados, e muitas das situações de saúde que vemos estão diretamente ligadas à alimentação”, afirmou.
O projeto prevê ações voltadas à educação alimentar dentro das escolas municipais, além de estabelecer critérios para a distribuição e comercialização de produtos no ambiente escolar. A iniciativa também trata da comunicação mercadológica de alimentos, com o objetivo de limitar a exposição de estudantes a produtos considerados pouco saudáveis.
De acordo com Pedro Américo, a proposta busca incentivar hábitos mais naturais desde a infância. “Quando a escola apresenta uma alimentação mais saudável, ela ajuda a criança a desenvolver esse hábito e até mesmo a influenciar a alimentação dentro de casa”, destacou.
O vereador criticou a oferta frequente de biscoitos e alimentos industrializados no ambiente escolar. Para ele, esse tipo de produto “não contribui para o desenvolvimento adequado” e pode estar relacionado ao aumento de problemas de saúde entre jovens. “A maioria das questões de saúde está atrelada à alimentação. Precisamos tratar isso com seriedade”, acrescentou.
Questionado sobre a atuação de nutricionistas na rede municipal, o parlamentar reconheceu a existência desses profissionais, mas ponderou que muitas vezes eles trabalham com recursos limitados. “O nutricionista, muitas vezes, atua com o que tem disponível. Nem sempre há estrutura adequada”, afirmou.
Pedro Américo também citou a Lei nº 1.992, que estabelece a obrigatoriedade de nutricionista e assistente social nas unidades escolares. Segundo ele, apesar da previsão legal, nem sempre a determinação é cumprida integralmente. “A lei existe, mas precisamos garantir que ela seja aplicada na prática”, pontuou.
O projeto segue em tramitação nas comissões da Câmara Municipal e deve ser debatido nas próximas sessões, com expectativa de diálogo entre parlamentares, profissionais da educação e a comunidade escolar.
Por Vicente Santos






