Operação conjunta em Rodelas apreendeu 1.5t de barbatanas de tubarão e levou sete pessoas à delegacia por crimes ambientais.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (12), uma operação conjunta com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para reprimir crimes ambientais no município de Rodelas, no norte da Bahia.
A ação foi realizada após troca de informações de inteligência entre os órgãos e resultou na identificação e interrupção de um ponto clandestino utilizado para o beneficiamento e armazenamento ilegal de barbatanas de tubarão — atividade proibida pela legislação ambiental brasileira.
Imagens aéreas confirmaram a presença de sete pessoas no interior do imóvel investigado. Durante a abordagem, os agentes constataram que se tratava de quatro brasileiros — entre eles um menor de idade — e três cidadãos chineses. De acordo com a PF, um dos estrangeiros aparentava exercer função de coordenação ou gerência da atividade ilícita.
O local, situado na zona rural do município, funcionava como uma espécie de unidade de secagem e preparo das barbatanas. Ao todo, foram apreendidos 1.583 quilos do material, provenientes de diversas espécies de tubarão, incluindo espécies ameaçadas de extinção, em diferentes estágios de secagem.
Segundo os órgãos ambientais, as barbatanas são frequentemente obtidas por meio da prática conhecida como finning, em que as nadadeiras são retiradas e o animal, ainda vivo, é devolvido ao mar. Além de extremamente cruel, o método causa graves impactos ambientais, especialmente pela redução de populações já ameaçadas.
A legislação brasileira proíbe a captura direcionada de tubarões e tipifica como crime o armazenamento, transporte, beneficiamento ou comercialização de partes desses animais sem autorização legal. A prática criminosa é impulsionada pela alta lucratividade no mercado clandestino internacional.
Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de atentado contra a fauna, receptação qualificada e corrupção de menores. O material apreendido será submetido à análise técnica pelos órgãos ambientais competentes.
Em nota, a Polícia Federal destacou que a atuação integrada com o INEMA e o IBAMA reforça o compromisso das instituições com a proteção do meio ambiente e o combate às estruturas criminosas ligadas ao tráfico internacional de partes de animais silvestres.
Fonte: Folha do Estado







