O gestor enfatizou os esforços que o governo municipal tem feito para melhorar a infraestrutura da rede.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho apresentou, na manhã desta quarta-feira (21), um balanço das ações da saúde municipal em 2025. A coletiva, realizada no Paço Maria Quitéria, contou com a presença do secretário de saúde, Rodrigo Matos, e da Presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas.
Fundação Hospitalar
O balanço apresentou números expressivos no atendimento prestado pela Fundação Hospitalar Inácia Pinta dos Santos. Segundos os dados, foram contabilizados, em 2025, 194.560 pacientes tivera acesso a consultas de especialidades, como cardiologista, urologista, mastologista, infectologista, ginecologista, pediatra, entre outros especialistas.
Veja a seguir também os números detalhados do Complexo Materno-Infantil do Hospital da Mulher:
Urgência e Emergência: 50.660
Internações gerais: 12.572
Partos realizados: 7.064
Partos de bebês prematuros: 882
Cirurgias Eletivas: 2.328
Laqueadura: 1.758
Exames de imagem: 32.456
Banco de Leite: 12.917 atendimentos
Infraestrutura das Policlínicas
De acordo com o prefeito José Ronaldo, em entrevista à imprensa, a prefeitura vem buscando sanar as dificuldades deixadas pela gestão anterior.
“Estou satisfeito de terminar o ano pagando o salário dos funcionários em dia, hoje não há atraso de pagamento dos trabalhadores da Secretaria de Saúde. Há uma empresa com problemas, mas já temos uma licitação marcada para dia 30 para substituí-la. Foram ações difíceis e muito trabalho. Conseguimos vencer as dificuldades e fizemos as licitações dos medicamentos que é obrigação do município distribuir.”
O gestor enfatizou os esforços que o governo municipal tem feito para melhorar a infraestrutura da rede.
“Recuperamos cerca de 28 unidades de saúde e hoje tem 7 em obras; recuperamos a parte administrativa do Centro de Zoonoses; a sede do Samu; estamos construindo unidades de saúde novas; construindo o Caps 3, que irá atender 24h por dia de domingo a domingo; estamos fazendo duas unidades de saúde, sendo uma na região do Papagaio e outra na Artêmia Pires, e cada unidade dessa vai abrigar cinco PSFs; uma clínica chamada Oficina Ortopédica e o município irá produzir próteses para dar a quem precisa. Também, em 2025, foram 14 ambulâncias novas e acrescentamos especialidades que não tinham na rede, que era muito difícil conseguir uma consulta, como neuropediatra”, elencou.
Receita investida
O secretário de saúde, Rodrigo Matos, destacou que cerca de 33% dos recursos de Feira de Santana são investidos na Saúde.
“A prefeitura investe mais de 30% da sua receita na saúde. A economia é um determinante social para a saúde. Existe uma concentração tributária na União, e os municípios hoje arcam muito com os serviços de saúde. Não há como negar procedimentos importantes. Houve a Reforma Tributária, mas não houve toda essa melhoria de recursos para os municípios”, apontou.
Ele elogiou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Fundação Hospitalar, que é mantida com recursos do município. “90% do custeio é feito pelo recurso de Feira de Santana. Então, é uma discussão importante, para mostrar que o dinheiro de Feira de Santana vai para a saúde.”
Falta de medicamentos e insumos
Um dos desafios da gestão é a distribuição de insumos e medicamentos para as unidades de saúde. No entanto, segundo Rodrigo Matos, as dificuldades estão sendo sanadas, com a adesão de novos contratos.
“O município em 2025 teve problemas relativos à distribuição de fita de glicemia, a gente não tinha contrato, buscou fazer o processo licitatório e conseguimos vencer. Hoje a gente tem suficiência de fita de glicemia. Em relação a medicações, um problema muito grave também que a gente encontrou, porque não tinha contrato, e você só compra com contrato. Teve um grande pregão aqui na saúde, em setembro, onde foi finalizado ali em meados de dezembro, e vários contratos já foram feitos. Então eu diria que a gente resolveu aí 80% dos problemas relacionados à medicação, e vamos resolver 99% até o final de fevereiro”, garantiu.
Pagamento de salários
O secretário Municipal de Saúde falou ainda sobre a gestão dos contratos de mão-de-obra terceirizada.
“Hoje não há salário atrasado. Há uma empresa com um problema relacionado a décimo e vale- alimentação. E tem uma outra empresa que também tem atraso de vale-alimentação. As duas estão no processo administrativo. A gente notifica, conversa, dialoga. Mas a partir do momento que a gente entende que isso não é corrigido, a gente faz o que a lei manda. Eu gostaria de ter a possibilidade de que as coisas fossem mais ágeis, mas eu respeito a lei. E exatamente esse mês, faremos o pregão para a nova empresa.”
Fonte: Folha do Estado







