A comunidade do bairro Feira 7 tem se mobilizado contra o possível fechamento da Escola Georgina Soares, que integra a lista de unidades escolares colocadas em discussão neste mês pelo governo estadual. O caso tem gerado forte repercussão entre moradores, pais, alunos e funcionários, que cobram respostas claras das autoridades educacionais.
Para além do impacto direto na vida dos estudantes, a situação levanta questionamentos ainda sem esclarecimento por parte da Secretaria de Educação. Um dos principais pontos diz respeito ao destino da escola: caso o fechamento se concretize, para onde a unidade será relocada? E, sobretudo, o que acontecerá com os funcionários que hoje atuam na instituição?
Segundo informações que circulam entre a comunidade escolar, a decisão de não abrir inscrições para novos alunos já estaria provocando a redução gradual do quadro de servidores. A medida tem sido encarada como um sinal claro de esvaziamento da escola, gerando insegurança entre professores, funcionários e famílias.
O clima político também pesa sobre a situação. O secretário do Núcleo Territorial de Educação (NTE) enfrenta resistência da comunidade e, segundo relatos, não tem sido bem recebido em suas visitas. Em um momento sensível do cenário político, no qual a secretária de Educação desponta como um nome forte para a disputa por uma vaga de deputada estadual, o desgaste causado pelo fechamento de escolas pode trazer consequências negativas tanto na esfera municipal quanto estadual.
Moradores afirmam que a falta de diálogo e de posicionamento oficial agrava ainda mais o problema. A comunidade do Feira 7 cobra uma resposta concreta e transparente sobre o futuro da Escola Georgina Soares, destacando que os maiores prejudicados são os próprios moradores do bairro, que dependem da unidade para garantir o acesso à educação pública próxima de casa.
Enquanto isso, o caso segue cercado de incertezas. O que se sabe até o momento é que os alunos já matriculados teriam seus estudos garantidos pelos próximos dois anos. Ainda assim, para a comunidade, a promessa não é suficiente para encerrar o debate. Para eles, o fechamento da escola representa mais do que uma decisão administrativa: é uma perda social, educacional e política para o bairro.
Por: Vicente Santos







