Comunidades protestam contra possível retirada de escolas estaduais de bairros em Feira de Santana

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A indefinição sobre a permanência de escolas estaduais em seus bairros de origem continua gerando insegurança e indignação entre pais, estudantes e moradores de Feira de Santana. Na última segunda-feira, manifestações foram realizadas nos bairros Baraúnas e Conceição, onde a comunidade cobra a manutenção das atividades do Colégio Estadual Centro de Ensino e Cultura Eduardo Fróes da Mota e do Colégio Estadual Imaculada Conceição nas localidades onde estão historicamente inseridos.

Segundo os manifestantes, o principal problema é a falta de informações claras sobre o futuro das unidades e sobre o possível remanejamento dos estudantes. Pais relatam preocupação não apenas com a continuidade do ensino, mas também com a segurança dos filhos, caso sejam transferidos para escolas em outros bairros.

No bairro Conceição, responsáveis afirmam que foram surpreendidos com a situação e que não houve qualquer comunicado oficial à comunidade escolar. No Bairro Baraúnas, a preocupação é semelhante, agravada pela logística e pela dificuldade de deslocamento, o que impacta diretamente a rotina das famílias.

Davi, ex-aluno do Centro de Ensino Eduardo Fróes da Mota e atualmente estudante da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), criticou a ausência de um estudo técnico que esclareça o destino dos alunos. Ele também aponta a falta de diálogo por parte do Núcleo Territorial de Educação (NTE) e da Secretaria Estadual da Educação.
“Não foi apresentado nenhum estudo técnico e a comunidade não está sendo incluída nessa discussão”, afirmou.

A incerteza também atinge o bairro Feira 7, onde a Escola Estadual Georgina Soares enfrenta questionamentos semelhantes. Mesmo com a unidade em funcionamento, a comunidade estranha a suspensão de matrículas para novos alunos. De acordo com moradores, a escola oferece cursos de Educação Profissional, mas novos estudantes estão impedidos de se inscrever, o que pode limitar o acesso à formação técnica na região.

Além das questões educacionais, a violência urbana aumenta a apreensão das famílias. Uma mãe, que preferiu não se identificar, relatou o medo de ter o filho transferido para escolas localizadas em áreas com histórico de conflitos entre facções criminosas.
“Se meu filho for para uma escola no Aviário, alguém vai garantir a vida dele?”, questionou.

A reportagem tentou contato com a direção da Escola Estadual Georgina Soares, mas o diretor não concedeu entrevista. Ele informou apenas que a situação está sendo tratada junto ao NTE.

Em entrevista ao Raix News, o secretário do Núcleo Territorial de Educação, Murilo, afirmou que nenhum estudante ficará fora da escola. Segundo ele, no caso do Colégio Georgina Soares, os pais podem procurar outras unidades da rede estadual, onde as vagas — inclusive para a Educação Profissional — serão garantidas.

Enquanto aguardam definições, comunidades seguem mobilizadas e cobram transparência, planejamento e participação popular nas decisões que afetam diretamente a educação e a segurança dos estudantes nos bairros.

 

 

Por: Vicente Santos

Foto: Vicente Santos
foto Foto: Vicente Santos
Vicente Santos é responsável pelas informações e imagens apresentadas nesta postagem.Radar News não se responsabiliza pelo conteúdo publicado.
Sou Jornalista formado desde de 2014, radialista. Sempre em busca da informação

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