Participaram do encontro representantes do Instituto Confúcio e do Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB)
A Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) recebeu, nesta quinta-feira (18), representantes do Instituto Confúcio e do Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB) em uma reunião institucional realizada na Sala dos Conselhos.
O encontro teve como objetivo fortalecer a cooperação acadêmica, científica e cultural com a China e contou com a presença da diretora do Instituto Confúcio da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ana Qiao, e da diretora executiva do GCUB, Rossana Valéria de Souza. A recepção foi conduzida pela reitora da Uefs, Amali Mussi, acompanhada da vice-reitora, Rita Brêda, além de gestores, docentes e estudantes da instituição.
Durante o encontro, foram apresentadas propostas de ampliação das interações entre o Instituto Confúcio da Ufba e a Uefs, com foco na internacionalização universitária, na expansão do ensino da língua chinesa e no desenvolvimento de ações conjuntas. Ana Qiao destacou articulações em curso junto ao governo chinês para viabilizar novas possibilidades de cooperação.
“O Instituto Confúcio funciona como uma ponte entre a China e o mundo, e este encontro na Uefs é fundamental para fortalecer essa relação. O curso de língua chinesa é apenas o início; uma plataforma para abrir novas possibilidades de cooperação entre a universidade e as instituições chinesas”, salientou a representante do Instituto Confúcio da UFF.
Rossana Valéria ressaltou a atuação do GCUB e sua rede de contatos internacionais, lembrando a missão recente à China que reuniu 16 reitores brasileiros, incluindo a reitora da Uefs. “Essa reunião mostra o resultado das missões que realizamos à China. Discutimos projetos para o próximo ano que trarão bons frutos para estudantes e professores, incluindo visitas técnicas de pesquisadores e cursos que fortalecerão a cooperação Brasil-China no âmbito da educação superior”.
Segundo a reitora Amali Mussi, a visita representa “um momento estratégico para consolidar a Uefs como parte ativa das redes internacionais de cooperação, fortalecendo a troca de experiências e a construção coletiva de conhecimento”.
Participaram da reunião a pró-reitora de Graduação, Rosa Eugênia Vilas Boas; os diretores dos departamentos de Letras e Artes (DLA), Claudio Cledson, de Ciências Sociais Aplicadas (DCIS), Hélio Ponce, e de Educação (DEDU), Fabrício Oliveira; as docentes Luciene Santos e Flávia Aninger; estudantes e representantes do curso de Mandarim da Uefs; a professora Chen Lizhen, responsável pelas turmas de Mandarim; e a professora Elsa Kraychete, diretora do Instituto Confúcio da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Também estiveram presentes o chefe de gabinete da Reitoria, Magno Macambira, e a assessora de Relações Internacionais da Uefs, Eneida Soanne Oliveira.
Encaminhamentos estratégicos
Entre os encaminhamentos discutidos, destacaram-se a ampliação dos cursos de Mandarim, que atualmente contam com 40 estudantes e têm previsão de chegar a 80 matriculados até 2026; a solicitação de envio de novos professores de Mandarim pela Universidade de Xangai; a criação de uma Cátedra transdisciplinar com cursos de curta duração e participação de docentes internacionais; e a institucionalização do curso de Mandarim como Unidade Curricular de Extensão, permitindo que os estudantes obtenham créditos acadêmicos formais.
Também foi debatida a possibilidade de apoio financeiro para estudantes em situação de vulnerabilidade, por meio de termo aditivo ao acordo entre a Ufba e a Uefs, além da previsão de lançamento de edital para missões técnicas internacionais e da criação de um curso voltado para gestores, com foco em cultura chinesa e introdução ao Mandarim.
A reitora Amali Mussi propôs ainda a organização de uma missão institucional com a participação dos nove diretores de departamentos da Uefs, para visitas técnicas em locais e temáticas a serem definidos pelo Fórum de Diretores de Departamento. Ao final, a gestora destacou que as iniciativas discutidas são fundamentais para consolidar a cultura de internacionalização da universidade e ampliar as oportunidades de estudantes e professores no cenário global.
Fonte: Folha do Estado







