Em seu primeiro mandato na Câmara Municipal, o vereador Ismael Bastos (PL) tem se destacado como um defensor da organização urbana e dos direitos dos trabalhadores da saúde. Em entrevista exclusiva, ele apresentou detalhes do Projeto de Lei nº 72/2025, aprovado em primeira discussão, que busca coibir o estacionamento irregular de caminhões, carretas, bitremes e ônibus nas proximidades de condomínios residenciais.
A proposta surgiu após diversas reclamações de moradores, que relatam crescente sensação de insegurança causada por veículos pesados transformando áreas públicas em “garagens improvisadas”. “Muita gente me enviava vídeos de carretas paradas ao lado dos muros, facilitando assaltos, tentativas de estupro e provocando transtornos no trânsito, especialmente à noite”, afirmou Bastos. Ele também recordou um episódio recente em que um ônibus de uma banda foi incendiado em frente a um condomínio — ato que repudia, mas que considera reflexo da frustração acumulada da população diante da falta de controle urbano.
A lei proíbe o estacionamento nesses locais e permite que os próprios moradores atuem como apoiadores da fiscalização. Eles podem registrar fotos das infrações, com data e horário visíveis, e enviá-las via WhatsApp à Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), que ficará responsável pela aplicação das multas. “Se o dono de um bitrem de R$ 1 milhão pode comprar o veículo, por que não aluga uma garagem adequada? A medida vai inibir a prática e proteger as famílias”, argumentou o vereador. A proposta vale para todos os condomínios da cidade — incluindo o que ele mesmo reside — e já conta com apoio de outros parlamentares.
Batalha pela Garantia Salarial na Saúde
Em outra frente, Bastos trava uma discussão intensa sobre o repasse de verbas destinadas a enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. O Executivo enviou projeto para organizar o complemento salarial desses profissionais, mas o vereador apresentou uma emenda para combater os atrasos recorrentes das empresas contratadas. Na gestão anterior, as dívidas chegaram a R$ 16 milhões, acumuladas ao longo de até 11 meses sem pagamento.
“Sugeri que, em caso de atraso — mesmo diante dos recursos que chegam de Brasília via prefeitura para as empresas —, o município faça o PIX direto na conta dos trabalhadores”, explicou. A emenda, que segue em tramitação na comissão, reforça a confiança na administração municipal, liderada pelo prefeito Zé Ronaldo, em vez de depender exclusivamente das empresas terceirizadas. “Pergunte aos profissionais: quem eles preferem que pague, as empresas ou a prefeitura? É frustrante trabalhar e não receber”, disse Bastos, demonstrando otimismo quanto à aprovação.
Segundo o vereador, embora a situação já tenha melhorado, ainda existem atrasos residuais, e a proposta busca eliminar completamente o problema, garantindo dignidade e segurança financeira ao funcionalismo da saúde.
Por: Vicente Santos







