A conversa com Sandra, representante da APA, evidencia a gravidade da situação dos animais de rua em Feira de Santana e reforça que a causa animal precisa ser tratada como uma questão social e de saúde pública. O surto de esporotricose — uma zoonose capaz de infectar humanos — acende um sinal de alerta e expõe ainda mais a vulnerabilidade dos animais abandonados.
A falta de políticas eficientes de castração e de recursos para atendimento veterinário cria um ciclo contínuo de abandono, já que cães e gatos seguem se reproduzindo nas ruas sem qualquer controle. Para Sandra, é urgente que as autoridades se mobilizem: não é necessário esperar pela construção de um hospital veterinário para agir. Medidas imediatas, como ampliar a castração, oferecer tratamento para animais doentes e intensificar a vacinação, podem impedir que o problema se agrave.
Ela ressalta ainda que essa luta não pode ser responsabilidade de um ou dois vereadores, mas deve envolver todo o poder público. Diante da gravidade da situação, toda a sociedade pode sofrer os impactos — desde o avanço de doenças até o aumento de animais vulneráveis nas ruas. Por isso, um esforço coletivo é indispensável para garantir respostas rápidas e eficazes.
Sandra também destaca a importância de um diálogo aberto com a comunidade política para a construção de soluções práticas. A criação de abrigos adequados, o fortalecimento das campanhas de conscientização e a ampliação das políticas de saúde animal são prioridades que exigem união.
A APA e os protetores independentes seguem dispostos a colaborar e buscar alternativas, mas dependem do apoio da população e do poder público para transformar essa realidade. A situação é crítica e exige ação imediata para evitar um impacto ainda maior na saúde pública e no bem-estar animal.
Por: Vicente Santos







