Em entrevista ao site Raio-X News, o vereador e presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima, usou a tribuna para chamar atenção aos altos valores pagos a artistas que se apresentam na Micareta de Feira. Segundo o parlamentar, há cachês que variam entre R$ 750 mil e até R$ 1,5 milhão por apresentações que duram cerca de 90 minutos, o que, para ele, exige uma reflexão mais profunda sobre a aplicação dos recursos públicos.
Marcos Lima destacou que não é contra a realização da Micareta nem à contratação de artistas de renome nacional, tampouco desvaloriza o trabalho artístico. No entanto, afirmou ter preocupação com o impacto financeiro desses gastos para o município, ressaltando que os recursos poderiam ser melhor distribuídos em áreas prioritárias como saúde, saneamento básico e educação.
“Não sou contra os artistas nem contra a festa. Reconheço a importância cultural e econômica da Micareta. Mas precisamos discutir valores. Com esses recursos, poderíamos investir em setores essenciais que afetam diretamente a vida da população”, pontuou o vereador.
O presidente da Casa também chamou atenção para a desigualdade no tratamento dado aos artistas locais, que, segundo ele, recebem cachês significativamente menores, mesmo exercendo seu papel cultural com excelência e contribuindo para a valorização da identidade feirense.
Para Marcos Lima, é necessário encontrar um modelo mais equilibrado. Ele anunciou que pretende apresentar um projeto de lei com o objetivo de estabelecer critérios e valores de referência para contratações artísticas, buscando um ponto de equilíbrio que não onere os cofres públicos, seja justo com os artistas e respeite a realidade financeira do município.
“A ideia é criar condições justas para todos, valorizando os artistas da terra e garantindo responsabilidade no uso do dinheiro público”, concluiu.
Matéria: Vicente Santos







